Boris Johnson diz que não vai renunciar por supostas festas durante lockdown

Premiê britânico é acusado de ter participado de reuniões sociais na pandemia, enquanto a população era submetida ao confinamento. Oposição pede sua renúncia.

Reuters TV Boris Johnson diz que não vai renunciar por supostas festas durante lockdown Boris Johnson fala ao Parlamento britânico em 12 de janeiro de 2022

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira (26) que não renunciará após uma série de supostas festas em seu escritório e residência oficial durante o lockdown da Covid-19, mas concordou que os ministros que conscientemente enganam o Parlamento devem renunciar.


Respondendo a perguntas dos parlamentares, Johnson foi acusado pelo líder trabalhista da oposição Keir Starmer de mudar sua história em relação as reuniões e quando questionado se ele renunciaria agora, Johnson negou.

'Partygate'

Conhecido como Partygate – em referência ao caso Watergate que derrubou o presidente americano Richard Nixon em 1974–, o escândalo enfurece os britânicos a tal ponto que apenas 27% defendem a permanência premiê no cargo, de acordo com uma pesquisa feita pela YouGov para a Sky News.


Principal assessor de Johnson, Martin Reynolds mandou em maio de 2020 um e-mail para 100 funcionários de Downing Street, convidando-os a aproveitar o clima bom em uma reunião no jardim da residência oficial do governo.


“Por favor, junte-se a nós a partir das 18h e traga sua própria bebida”, dizia Reynolds em sua mensagem, divulgada pela ITV News.


Na época, as visitas eram proibidas e a maior aglomeração limitava-se a duas pessoas ao ar livre, ainda que a uma distância de dois metros.


Cinco dias antes, o casal participou de outra reunião, com queijos e vinhos, no jardim da residência e na companhia de outros funcionários, conforme mostrou uma foto publicada recentemente pelo jornal “The Guardian”.


Os escândalos fazem o primeiro-ministro perder apoio entre seus correligionários, como conta a colunista do g1, Sandra Cohen.


“Acho que se ele conscientemente participou do que sabia ser uma festa, então não pode sobreviver a isso”, resumiu o deputado conservador Nigel Mills.


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