Mais de 100 soldados dos EUA pedem apoio para transição de gênero

Mais de 100 soldados dos EUA pedem apoio para transição de gênero

Mais de cem soldados transgêneros nos Estados Unidos pediram apoio das Forças Armadas para realizarem a transição para o sexo oposto, receberem tratamento psicológico e hormonal ou serem legalmente reconhecidos com o novo gênero. Os membros do Exército e da Marinha puderam se assumir publicamente desde que o Pentágono acabou com a proibição de transgêneros, em junho deste ano.

Desde que a nova política entrou em vigor, em 1º de outubro, os oficiais têm direito a consultas, tratamentos e cirurgias de redesignação sexual, através das facilidades médicas do próprio Exército. Segundo reportagem do jornal USA Today, 55 membros das Forças Armadas já informaram aos comandantes que desejam realizar a transição e outros 48 quiseram acompanhamento psicológico ou tratamento hormonal.

Apenas em outubro, dez soldados também entraram com o pedido de reconhecimento de mudança de gênero e/ou nome em suas fichas cadastrais, informou o Chefe do Estado Maior do Exército, Mark Milley. Para Nate Christensen, porta-voz da Marinha, as Forças Armadas “precisam de pessoas que são a escolha certa para um posto, independentemente de raça, gênero, orientação sexual, credo ou identidade de gênero”.

De acordo estudo do think thank RAND Corporation, o número de oficiais transgênero é de cerca de 6.630 nas Forças Armadas, que conta com 1,3 milhão de membros. Antes de aprovar a medida, o Pentágono divulgou um relatório que estima que os custos do apoio a transgêneros chegue a 8,4 milhões de dólares por ano.  Anualmente, o serviço militar americano gasta em média 6 bilhões de dólares para fins médicos, 1% do orçamento disponível de 610 bilhões.

*Veja

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